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Separados pelo ABV: como alcoólicos e bebidas zero podem evoluir juntos

Juliana Simon

30/10/2019 10h55

Beber sem álcool está na moda, seja nos bares descolados de NY, na Alemanha cervejeira, no Brasil, e até mesmo na lista de tendências gastronômicas para 2020.

Diante disso, cresceu a preocupação em reproduzir BOAS versões zero de biritas consagradas e tem muita gente se questionando o que será do nosso querido ABV – aka álcool por volume?

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Não, o mundo não está mais chato. O bebedor só quer mais opções para diferentes fases da vida, situações, vontades, atribuições (motorista da vez, você é herói) e o mercado de todo tipo de líquido potável tem muito a trocar.

A cerveja já tem sido "influencer" num mundão abstêmio, com seu temperinho – o lúpulo – brilhando em produções de água, chá e café. E agora é a vez dos "alcoólicos" colocarem a mãozinha na consciência e se deixarem influenciar por novos sabores e referências além da gradação alcoólica.

Junta todo mundo

Uma das boas manifestações de "vamo ser todo mundo feliz junto" vem da parceria do switchel Kiro com a Three Monkeys Beer. 

Se você, como eu, não manjava switchel, ele é um isotônico natural composto por água, gengibre, mel e vinagre de maçã que tem feito tremendo sucesso lá fora, chamado de "o próximo kombucha".

Aqui no Brasil, ele chegou com a intenção de ser a bebida para quem não vai ingerir álcool e continua com essa pegada, mas não se limitou a isso e, diante das possibilidades do novo sabor, caiu em misturas com gin, vodca, cachaça e, claro, cerveja.

Nasceu, então, a Kiro Sour, lançada no Mondial de La Bière do Rio desse ano: uma cerveja com acidez lática – que não é uma Berliner Weisse e acidez acética proveniente do vinagre de maçã – sem ser uma Flanders. E não leva fruta, então é diferente de 99,9% das sours que a gente tem visto por aí.

Complexa ou fácil de beber?

O que essa troca entre mundo "zero" e os maníacos por ABVs pode responder é: os dois.

"Nosso objetivo não é ser tão extremo assim. Queremos uma bebida refrescante e revitalizante, como o switchel", diz Bernardo Costa, da Three Monkeys – que a gente sabe que topa receitas mirabolantes e criativas (picles, ostra, mostarda Dijon? Sim, eles levaram isso para receitas de Gose).

Já é hora, portanto, de saber dividir a mesa do bar com o abstêmio e o biriteiro. O prazer de beber só acontece se o conteúdo do copo é exatamente aquilo que a gente quer naquela hora.

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Sobre a autora

Juliana Simon é jornalista do UOL, sommelière de cervejas, mestre em estilos e especialista em harmonização pelo Instituto da Cerveja Brasil.

Sobre o blog

O Siga o Copo é espaço para dicas, novidades e reportagens para quem já adora ou quer saber mais sobre o universo cervejeiro e de mais bebidas.

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