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Volta para os clássicos dá gás ao universo dos drinques

Juliana Simon

22/11/2018 19h44

Moscow Mule

Senta que lá vem história…

Se na semana passada contamos um pouco do passado, presente e até futuro do brasileiríssimo Rabo de Galo, hoje é dia de contar mais histórias, de drinques que há muito tempo marcaram os bebedores pelo mundo.

É com essa ideia e com o tema "Todo drink tem uma história" que Drink Festival 2018 revisita coquetéis clássicos em bares espalhados pelo Brasil.

Nicola Pietroluongo, embaixador da linha Reserve da Diageo – que assina o evento – bateu um papo com o Siga o Copo sobre esse retorno ao passado e contou o que os "bons drinques" prometem.

O que o drinque tem?

Além de aguçar o paladar, uma das coisas mais interessantes no mundo das "biritas" são as histórias – prato cheio para quem toma um copo como quem abre um livro. Conheça algumas delas:

Gin & Tonic

Nasceu como cura para a malária durante a colonização britânica na Índia. Os soldados misturavam o quinino, extremamente amargo (elemento principal para a produção da tônica) com gin para aguentar o sabor.

Moscow Mule

"Provavelmente umas das histórias que mais exemplificam a pessoa certa na hora certa. Neste caso, três pessoas com três produtos que não conseguiam vender", conta Nicola. Um produtor de vodka, um fabricante de refrigerante de gengibre e uma herdeira da indústria de cobre que se juntaram e fizeram o drinque tem feito a cabeça de muitos bebedores.

Highball

Numa época onde as pessoas usavam o trem para suas viagens, os silvados, dois curtos e um longo, conhecido como a técnica Highball, eram usados para avisar a saída dos comboios. Nos bares das estações começaram a produzir um drink rápido, com duas doses curtas e uma longa.

Johnnie Highball

Old Fashioned

Durante os primeiros anos da coquetelaria, alguns bartenders mais exaltados arriscavam misturas que não eram exatamente o resultado que seus fregueses esperavam. Foi por este motivo que esses começaram a pedir o "como se fazia antigamente", ou seja o Old Fashioned.

Maranguape

Para homenagear o local de nascimento da Ypióca, a cachaça mais antiga do Brasil, nasce o Maranguape, nome da cidade, e que traz o nosso líquido nacional numa visão elegante e equilibrada para ressaltar o trabalho de cinco gerações à frente da destilaria.

Do que a gente mais gosta?

Para Nicola, agora é a vez do Gin no Brasil e sua mistura com a água tônica é a nossa cara: deliciosa, refrescante e fácil de fazer. Mas o drinque não está sozinho. Ele também cita Negroni, Old Fashioned e o Moscow Mule como as combinações da vez e hit dos bares.

"Esses clássicos têm tido tamanha aceitação por permitirem elaborar variações das suas versões originais. A mudança do gin para o bourbon no Negroni, por exemplo, ou até mesmo colocando o rum, permite experiências totalmente novas com a alteração de um único ingrediente", conta.

Gin & Tonic e o Maranguape

E não tem "hora certa" para pegar seu copo: "Todo drink terá seu momento para ser apreciado", diz Nicola, que dá algumas sugestões, apenas como guia: "o Johnnie Highball e o Tanqueray & Tonic são ótimas escolhas nesse período de calor que está prestes a iniciar, no final de tarde, no happy hour com amigos, e até mesmo a altas horas na balada. O Ketel One Moscow Mule é uma delícia à noite ou como aperitivo com alguns petiscos antes de jantar. Já o Bulleit Old Fashioned e o 5 Chaves Maranguape são ideais durante as refeições, após as mesmas ou em momentos mais intimistas". Anotou?

Drink Festival 2018

Data: 21 de novembro e 2 de dezembro

Onde: cerca de 300 bares e restaurantes

O que: drinks ao preço fixo de R$29

Mais informações: https://br.thebar.com/drink-festival

Ainda, seguindo a tradição do último ano, o evento será a primeira porta de entrada para os bartenders das casas participantes se inscreverem no World Class Competition, maior campeonato de coquetelaria do mundo. O bartender poderá enviar uma receita autoral contando a história de seu drink e, durante o Festival, um corpo de jurados visitará os bares para avaliar as performances dos profissionais e seus coquetéis. Os bartenders com as melhores já estarão na semi-final brasileira de 2019.

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Sobre a autora

Juliana Simon é jornalista da Universa, sommelière de cervejas, mestre em estilos e especialista em harmonização pelo Instituto da Cerveja Brasil.

Sobre o blog

Representando quase metade do mercado consumidor da cerveja, as mulheres estão conquistando espaços inéditos neste mundo. Seja como mestres cervejeiras, sommelières, “confrades” ou apaixonadas pela bebida mais popular do Brasil e do mundo. É o espaço para dicas, novidades, provocações e reportagens descontraídas para quem já adora ou quer saber mais sobre este universo.