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Munique é Meca, Disney e sonho de qualquer cervejeiro - Parte 1

Juliana Simon

06/09/2018 09h02

 

Dona de uma escola cervejeira para chamar de sua, a Alemanha trouxe ao mundo uma variedade enorme de estilos da bebida espalhados pelas diferentes regiões.

Este blog teve a oportunidade de conhecer melhor a cidade com uma das tradições cervejeiras mais antigas e interessantes do planeta. Com vocês, a primeira parte de um roteiro escancaradamente emocional pela linda, sensacional, necessária Munique.

Relembre o primeiro amor: a cerveja de trigo

2010, The Pub do Baixo Augusta, pelas mãos de Marcelo Costa, tomei minha primeira Weihenstephan. Essa é minha primeira lembrança cervejeira de tirar o fôlego e oito anos depois, as weizen ainda batem forte. Por Munique é facílimo achar exemplares dos sonhos de várias cervejarias,. Seja hefe (clara) ou dunkel (escura), elas são impecáveis – e a boa notícia é que, por comparação, chegam bem boas no Brasil.

Tome as Helles de sua vida…

Eis um estilo que faz MUITA diferença tomar "direto da fonte" – o nome original da linda é Münchner Helles 😉 – e não é mentira quando dizem que é a bebida do dia a dia dos bávaros (que rotina dura, né?). Amargor suave, equilíbrio com dulçor do malte, refrescância saborosa… também não faltam exemplares inesquecíveis pela cidade. Este blog elenca as mais amadas: Spaten e Schlossbrauerei Au-Hallertau.

… e as Pilsen também…

Como já dissemos incansavelmente neste blog, Pilsen não é o estilo da bebida mais popular do mundo – este é o American Lager, ok? Ok. A verdadeira Pilsen, seja na receita alemã German Pils e seus lúpulos herbais, ou a tcheca Bohemian Pilsner com seus lúpulos florais, é diferente em espuma, cheiro, cor e… na boca é de deixar o olho cheio de lágrima. Apesar de ser mais pop ao norte do país, Munique conta com exemplares de babar.  A eleita suprema daqui foi a "crocante" Löwenbräu e a sempre tradicional Paulaner.

… e Dunkel também

Quer um monte de história em um copo de ÓTIMA cerveja? Não dá para perder a Augustiner-Bräu, cervejaria mais antiga de Munique na ativa desde 1328. Nem pisque na hora de pedir a Münchner Dunkel – a cerveja escura típica da cidade e a primeira a ser regulamentada na Lei da Pureza Alemã. Nada se compara à escurinha leve (sim, elas existem!).

(Aqui ficamos pela tradição e no próximo post exploramos a Munique e região mais ousadinha. Também falaremos de lúpulo, essa joia que todo mundo adora e pouca gente conhece).

A blogueira viajou a Munique a convite da SKOL.

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Sobre a autora

Juliana Simon é jornalista da Universa, sommelière de cervejas, mestre em estilos e especialista em harmonização pelo Instituto da Cerveja Brasil.

Sobre o blog

Representando quase metade do mercado consumidor da cerveja, as mulheres estão conquistando espaços inéditos neste mundo. Seja como mestres cervejeiras, sommelières, “confrades” ou apaixonadas pela bebida mais popular do Brasil e do mundo. É o espaço para dicas, novidades, provocações e reportagens descontraídas para quem já adora ou quer saber mais sobre este universo.