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Seu amado chope é mais especial do que você imagina

Juliana Simon

2027-08-20T18:08:39

27/08/2018 08h39

 

Você já sabe como encontrar o chope mais fresco, mas sabe o que ele tem de especial? Para início de conversa, o "espumado" é cerveja não-pasteurizada – processo que estabiliza o líquido para envase em garrafas e latas -, armazenada em barris e servida em torneiras.

O chope não chegou aos moldes atuais "do nada". Até o século 17, o mais comum era encontrar a cerveja em garrafa, até começarem a armazenar em barris (os "casks") e darem início a uma tradição do Reino Unido que se espalhou pelo mundo.

Nem todo chope é igual

Nos casks, o chope não é filtrado e passa por uma segunda fermentação, o que dá carbonatação natural. Nos anos 50, os barris que eram de carvalho foram substituídos pelos de aço e alumínio. Essa é a cask-condicioned beer.

Defendido como tradição britânica e mote da Campaign for Real Ale (Campanha pela Verdadeira Ale), este tipo de chope foi o responsável pela retomada da cerveja artesanal tanto no Reino Unido, como nos Estados Unidos no final dos anos 60. (Ave, casks!)

(Quem vai para os tradicionais pubs lá na terra da rainha conhece o resultado da conservação mais "raiz": cerveja meio quente para nossos padrões mal-calibrados pelas "estupidez gelada". Tradição, mores)

 

 

Na década seguinte, surgem os "kegs". Nestes barris de metal, o chope é filtrado e precisa de uma ajuda para ganhar carbonatação: adição de gás carbônico ou a mistura dele com nitrogênio. Para quem vende, é uma das garantias de uma conservação por mais tempo – uma vez que foge da entrada de oxigênio e de consequentes defeitos na bebida.

Há defensores ferrenhos da tradição e há quem já tenha se apaixonado pelas vantagens da modernidade, mas no fim das contas ambas contam com vantagens e desvantagens aos olhos (e ao paladar) de quem AMA o chope.

Qual o melhor? 

Vale a frase de Ben McFarland, britânico mestre das cervejas: "Seja em cask ou keg, cervejas podem ser deliciosas ou decepcionantes. O diabo está na bebida e não, me parece, no que a despeja".

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Sobre a autora

Juliana Simon é jornalista da Universa, sommelière de cervejas, mestre em estilos e especialista em harmonização pelo Instituto da Cerveja Brasil.

Sobre o blog

Representando quase metade do mercado consumidor da cerveja, as mulheres estão conquistando espaços inéditos neste mundo. Seja como mestres cervejeiras, sommelières, “confrades” ou apaixonadas pela bebida mais popular do Brasil e do mundo. É o espaço para dicas, novidades, provocações e reportagens descontraídas para quem já adora ou quer saber mais sobre este universo.