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Aquecimento global vai acabar com a cerveja? Gigantes garantem que não

Juliana Simon

2010-12-20T18:09:15

10/12/2018 09h15

Em outubro, uma notícia assombrou os apaixonados por cerveja. Segundo um estudo publicado pela Nature Plants, o aquecimento global causaria uma drástica queda na produção de cevada. Ou seja: cerveja mais cara e todo mundo mais triste 🙁

Preocupado com esses dados, o Siga o Copo foi atrás de duas gigantes da bebida e, segundo elas, o planeta pode até estar ladeira abaixo, mas a cervejinha está garantida graças a programas de sustentabilidade e estudos que começaram até antes de ecologia entrar na pauta das conversas de bar.

Segundo Juan Caminos, gerente regional agronômico da Ambev, o estudo é um alerta, mas não uma preocupação para a maior cervejaria do mundo: "No geral, nenhum dado divulgado pela Nature Plants, de fato, nos surpreendeu, já que realizamos estudos há 40 anos e acompanhamentos frequentes, além do desenvolvimento de diferentes tipos de cevada. Nosso maior objetivo é garantir que o nosso consumidor sempre tenha a sua cerveja preferida disponível".

 

Juan cita a plataforma Smartbarley 2.0 como a "menina dos olhos" para cervejarias e produtores de cevada. Criada em 2014, ela compartilha informações sobre as lavouras, servindo de fonte e referência para os produtores parceiros, "além de aumentar a produtividade e qualidade do cereal, melhorar a gestão ambiental na agricultura e fortalecer o laço com os agricultores". Em quatro anos, a cervejaria já estima melhora em até 10% do rendimento da cevada até 2025.

Outra gigante da cerveja, o grupo Heineken não revelou ao blog projetos, números ou postura específica diante do estudo, mas garante que auditoria de planta, redução da utilização de água no plantio da cevada e uso de fontes renováveis para geração de calor e energia elétrica são exigidos dos fornecedores de malte e demais matérias-primas da cerveja.

Ai, meu deus! E o lúpulo?

Juan deu uma notícia de partir o coração: o lúpulo talvez seja um caso semelhante.

"É um exemplo de cultivo que também pode apresentar algum risco, principalmente, pelas suas regiões de produção, que são mais restritas, se comparadas a outras espécies", conta

"Mas já é algo que previmos e, para tanto, estamos adequando nossas áreas de cultivo", promete. Torçamos.

Vai pensar duas vezes antes de emitir CO2 por aí agora, caro bebedor?

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Sobre a autora

Juliana Simon é jornalista da Universa, sommelière de cervejas, mestre em estilos e especialista em harmonização pelo Instituto da Cerveja Brasil.

Sobre o blog

Representando quase metade do mercado consumidor da cerveja, as mulheres estão conquistando espaços inéditos neste mundo. Seja como mestres cervejeiras, sommelières, “confrades” ou apaixonadas pela bebida mais popular do Brasil e do mundo. É o espaço para dicas, novidades, provocações e reportagens descontraídas para quem já adora ou quer saber mais sobre este universo.