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Munique é tradição, mas não parou no tempo - Parte 2

Juliana Simon

10/09/2018 08h47

No post anterior, este blog foi pura tradição e Reinheitsgebot (a Lei da Pureza da Cerveja). Mas a viagem para Munique trouxe ares de antiguidade inspiradora pré-lei e surpreendentes novidades.

A cidade, capital da Bavária, e seus arredores trazem muito mais que a escola alemã e derrubam alguns mitos cervejeiros ao primeiro – ao segundo, ao terceiro… – gole.

Repita o trigo com toques de ousadia

Fundada em 1872, a Schneider Weisse é especializada nas cervejas de trigo, mas conta com uma sexta geração inspirada. Sentir "banana e cravo" não bastou e os cervejeiros capricharam em parcerias e experiências de sucesso em cervejas inesquecíveis.

Além da hefeweizen consagrada TAP 1 no biergarten (jardins cervejeiros alemães <3), e da lupulada TAP 5 feita com a americana Brooklyn, uma seleção de TAP X estão disponíveis direto da fonte para visitantes sortudos:

A bock de trigo com lúpulo neo-zelandês Nelson Sauvin – queridinho cervejeiro de temporadas – …

… e a Cuvée Barrique 2017, que mistura a consagrada Aventunus Eisbock e a doppelbock de trigo TAP 6, envelhecida em barricas de carvalho de vinho Pinot Noir. (Provavelmente uma das melhores cervejas de uma vida)

Dê uma choradinha em um ponto histórico

Por conta das trapistas – em sua maioria localizadas em território belga -, a chamada cerveja de abadia acaba sendo confundida por muita gente como sinônimo de cerveja belga. Errado. (Amamos a escola belga, senhoras e senhores. Só não cabe aqui neste momento. Vlw Flw).

Coladinha no Danúbio está a Abadia de Weltenburg, que produz cervejas desde 1050… a… cervejaria… de… abadia… mais…antiga… do… mundo.

O lugar lindíssimo, a recepção simpática e as cervejas redondíssimas mostram que quase mil anos não tiraram o fôlego do local. Imperdível.

Perceba que cerveja é um universo…

Cerveja não é um sabor ou um teor alcoólico… é uma experiência, um estado de espírito. E uma das mais singelas da viagem foi provar uma mistura que, ao gosto desta blogueira, tinha tudo para não ser lembrada.

Tomar cerveja antes do meio-dia não faz nenhum bávaro crispar, mas começar de leve é uma ótima ideia por lá – comer e beber o dia todo é um chamado -. Por isso, uma bebida meio cerveja de trigo, meio limonada, com apenas 2,5% de álcool foi amor eterno, amor verdadeiro. Alow, Franziskaner! Trazer a Natur Russ para cá seria lindo <3

… "turiste" – com cerveja ok

"Turistar" é preciso e a clássica visita à Hofbräuhaus am Platzl é meio obrigatória. Banda de música típica, turistas embriagados e automaticamente amigáveis, decoração de encher os olhos e um litrão de helles tomado meio no calor do momento, meio na pressa de uma casa que fecha às 23h30.

Como cerveja, dispensável. Como experiência, inesquecível. Danke. Ein Prosit…

(No próximo post, o que os lúpulos alemães têm com a sua cervejinha. Aguardem :))

A blogueira viajou a Munique a convite da SKOL.

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Sobre a autora

Juliana Simon é jornalista da Universa, sommelière de cervejas, mestre em estilos e especialista em harmonização pelo Instituto da Cerveja Brasil.

Sobre o blog

Representando quase metade do mercado consumidor da cerveja, as mulheres estão conquistando espaços inéditos neste mundo. Seja como mestres cervejeiras, sommelières, “confrades” ou apaixonadas pela bebida mais popular do Brasil e do mundo. É o espaço para dicas, novidades, provocações e reportagens descontraídas para quem já adora ou quer saber mais sobre este universo.