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No campo divino, cerveja conta com muita proteção feminina

Juliana Simon

05/03/2018 09h45

A deusa da cerveja na Mesopotâmia, Ninkasi

Em semana de Dia das Mulheres e de estreia do Universa, a nova plataforma feminina do UOL, este blog vai dedicar seus textos ao protagonismo feminino na cerveja e um pouquinho de história 😉

O que muita gente não sabe é que a cerveja já nasceu sendo "coisa de mulher" (sorry, machos). Vamos voltar uns 6 mil anos no tempo (entre 3500 e 3100 antes de Cristo) quando as primeiras cervejas de que se tem notícia foram elaboradas na Mesopotâmia.

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O pessoal deixou os grãos ou os pães na chuva, que fermentaram e deram origem a um líquido que deixava todo mundo feliz, mais soltinho… e tinha que ser louvado, claro.

Politeístas, os povos da região escolheram a deusa Ninkasi como a protetora da cerveja, que guiava a produção da bebida. E suas sacerdotisas e cervejeiras eram sempre mulheres – que foram responsáveis pelas produções durante a maior parte da história da bebida até o fim do século 17, tsá?

Ninkasi era deusa carismática e tinha um hino entoado durante a produção daquele líquido maravilhoso. Datada de 1800 AC, a música era uma ode cheia de versos que toda cervejeira conhece em sua rotina: "Ninkasi, você é a que rega o malte no chão/ você é a que banha o malte na jarra".

E não é só isso!

Na mitologia nórdica, uma lenda diz que a cerveja produzida pelas Valquírias era capaz de ressucitar E imortalizar os guerreiros mortos em combate.

 

Se o divino está pelas deusas da cerveja, quem somos nós para estar contra?

Sobre a autora

Juliana Simon é jornalista do UOL, sommelière de cervejas, mestre em estilos e especialista em harmonização pelo Instituto da Cerveja Brasil.

Sobre o blog

O Siga o Copo é espaço para dicas, novidades e reportagens para quem já adora ou quer saber mais sobre o universo cervejeiro e de mais bebidas.